terça-feira, 11 de outubro de 2011

A cabeça de Steve Jobs


"As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas" (Steve Jobs)

Li o livro tema desse post há mais de dois anos e acho que o acontecimento da última semana torna o comentário bastante pertinente. Confesso que quanto ganhei esse livro não fiquei muito entusiasmada. Acho que porque havia visto o rosto que ilustrava a capa umas poucas vezes e quase sempre sem muita atenção. Mas o entusiasmo do meu “amigo secreto”, Diego Piovesan, e do meu marido era tanto que pensei que de fato deveria ser alguém genial e que aquela leitura valeria muito a pena. No texto da contracapa essa impressão se confirmou: “Steve Jobs adotou traços de sua personalidade para conduzir a Apple ao triunfo” (mais uma pista de quem se tratava: eu já havia visto aquela marca em trilhões de filmes).

Então, A cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney (Editora Agir) virou meu livro de cabeceira e depois um dos mais queridos da estante. O autor diz que a obra não é apenas uma biografia e sinceramente acho que seria difícil diante de capacidade criativa e, porque não, revolucionária. Todos nós, depois da semana passada, já sabemos que depois de Steve Jobs o mundo nunca mais foi o mesmo.

O livro me ajudou a perceber que, na verdade, ele estava muito mais perto de mim do que eu, e muita gente por ai, imaginava. Com o livro me dei conta que Steve Jobs mudou a comunicação criando computadores pessoais e fazendo dele um local não apenas de trabalho mas de entretenimento. Sem falar nisso, e em tantas outras formas de computador que surgiram depois que foi possível levar o computador para a casa, Jobs também criou a Pixar que produziu o primeiro filme totalmente animado por computador: Toy Story ( acho que essa todo mundo conhece). A Disney comprou a Pixar em 2006 "pela impressionante quantia de 7,4 bilhões de dólares. Esta compra fez de Jobs o maior acionista individual da Disney e o nerd mais importante de Hollywood"(p. 11).

Não foi uma leitura muito fácil mas foi interessante. No final de cada capítulo o autor apresenta um quadro com algumas “Lições de Steve”. A grande maioria é ótima e perfeitamente aplicável. Jobs não devia ser, como posso dizer,... a pessoa mais fácil de lidar: a exigência e a intimidação iam ao limite (sendo bom ou sendo ruim era assim que funcionava). Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção no livro e na personalidade do dono da Apple é que ele, Jobs, era um apaixonado pelo que fazia e nisso de fato eu acredito: fazemos tudo melhor quando fazemos com amor, com paixão.

Ah, o autor, Leander Kahney, é editor da revista eletrônica Wired.com. Como repórter e editor cobre a Apple há mais de 12 anos (dados do próprio livro).

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