terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sucupira: ame-a ou deixe-a

... venturas e desventuras de Zeca Diabo e sua gente na terra de Odorico, o Bem-Amado (Editora Bertrand Brasil). Nem preciso dizer em quem pensei quando peguei este livro: Paulo Gracindo. Não lembro direito da novela que passou na Rede Globo (O Bem-Amado), mas foi dele que lembrei quando peguei este livro na biblioteca.

O livro consiste em sete episódios da peça de Dias Gomes chamada O Bem-Amado. Mario da Silva Brito fala o seguinte na orelha do livro que estava em minhas mãos:

“Sucupira é o Brasil visto pelo lado contrário do binóculo. Não para amesquinhar a visão, mas, apenas, para transformar um imenso universo num minimundo, num microcosmo onde cabem, reduzidas, miniaturizadas, mas nem por isso escamoteadas, as mazelas, imposturas, mareteiras, malandragens, enfim a comédia do mundo maior: este país de propalado progresso e escondidas misérias.”

Realmente este baiano de Salvador conseguia, tanto na tragédia como na comédia, fazer pensar. Foi realmente muito bom reler Dias Gomes e quem sabe “para frentemente”, como diria senhor Odorico, ele não venha a enriquecer algumas aulas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Comer, Rezar, Amar

Este livro foi o último do ano de 2010. Estou postando agora porque no dia seguinte eu estava de férias e o computador também tirou férias. O livro virou filme (e particularmente eu preferi o livro, que eu li primeiro) e muita gente já deve saber do que se trata.

Para os que não sabem Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert (Editora Objetiva) conta a história da autora em busca de si mesma, coisa que muitas pessoas, especialmente as mulheres, fazem. Não acho que seja um livro próprio para meninos porque simplesmente a procura da autora não é exatamente uma procura comum para homens e mulheres. Por isso seu apelido para mim é ‘livro de meninas’.

A busca se dá em três países com I, que em inglês é o pronome Eu, Itália, Índia e Indonésia. Preciso dizer que na Itália ela foi para Comer, na Índia foi para Rezar e na Indonésia ela encontrou o Amor, que é um brasileiro? Os três países possuem o mesmo número de histórias, trinta e seis cada, o que dá um total de 108 o número de contas do japa mala, um cordão muito utilizado em comunidades da Índia.

Confesso que a parte mais chata foi a da Índia. Para mim foi realmente a parte mais cansativa. Mas ainda sou obrigada a concordar com Elle Macpherson: “Toda mulher deve lê-lo”.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A volta das férias

Quem acompanhou este espaço durante as férias sabe que eu simplesmente não escrevi nada, o que não quer dizer que eu não tenha lido. Isso não quer dizer, por sua vez, que eu tenha lido muito. Realmente li muito menos do que eu esperava. Completos mesmo foram dois: Sucupira: ame-a ou deixe-a e Comer, Rezar e Amar. A sorte que eu não publiquei a lista que eu esperava ler.

Obviamente isso não foi por falta de opção de leitura: estou com algumas pilhas de livros esperando para finalmente serem desbravados. Mas definitivamente nestas férias eu me atrapalhei demais, demais mesmo, e a leitura não fluiu.

Então é isso. Espero que eu consiga me organizar melhor durante o ano e que este blog receba muitos posts.