segunda-feira, 19 de abril de 2010

O português que nos pariu

Esta semana temos um feriadinho. Vinte e um de abril, Dia de Tiradentes. Mas não é sobre esta data que quero falar. O livro de hje não tem nada a ver com Joaquim José da Silva Xaviér.

Em comemoração ao nosso aniversário. Quem lembra que 22 de abril é dia do aniversário do Brasil levanta a mão! O livro que quero comentar para lembrar todo mundo desse fato é O português que nos pariu (esse eu não comprei pela capa, foi pelo título mesmo). Lá vai:

Muito engraçado e, mesmo assim, altamente didático. São textos curtos que mostram de onde viemos com relações possíveis e nunca antes imaginadas. Como historiadores e pensadores deste país bem sabem nossos problemas atuais não começaram neste ou naquele governo já estavam presentes no nosso nascimento. Somos filhos de uma pátria desenvolvida (Portugal o era nos idos dos séculos XV e XVI), extremamente católica (por nada capitais como Salvador são cheias de igrejas) e que não queria ficar por aqui, o negócio era pegar o que interessava e se mandar

O português que nos apresentou ao mundo ‘civilizado’ está no livro O português que nos pariu (Editora Record). São vinte textos, escritos por Angela Dutra de Menezes, que nos mostram um pouco de quem nos ‘deu a luz’ oficialmente: o povo português. São textos extremamente didáticos, no sentido da linguagem fácil, compreensível, que podem tranquilamente ser utilizados em sala de aula ou, quem sabe, como referência bibliográfica de algum trabalho, mas é bom que se lembre que é o olhar de uma brasileira sobre os portugueses. Ah, e antes que eu esqueça, Angela Dutra de Menezes, além de escritora, é jornalista fato que, pela própria função do jornalista, provavelmente contribui para que a linguagem do livro corra de maneira solta.

Nestes textos a autora explica por exemplo as cores da nossa bandeira. O negócio, que é muito legal, é que ela não diz apenas que o verde é a cor da família Bragança e o amarelo da família Habsburgo, de onde vem D. Leopoldina (primeira esposa de D. Pedro I). Angela explica como a nossa dinastia surgiu, sempre lembrando passagens interessantes como o fato de, a partir de um determinado momento, os reis portugueses não usarem a coroa na cabeça, mas embaixo do braço (segundo eles a única com direito a usar a coroa era Nossa Senhora). Isso vai acontecer até D. Pedro I. Uma observação sobre este texto: no fim a autora dá um panorama geral do que está acontecendo com a nossa família real hoje, muito legal!

E tem muito mais: a necessidade de fazer o império crescer e por isso mesmo ‘misturar o sangue’, a sorte, ou azar, de Pedro Álvares Cabral, as questões religiosas, herdadas pelos brasileiro em vários sentidos: arquitetônico e sentimental, digamos assim. Então, quer conhecer a história do Brasil e de Portugal de maneira bem divertida, leiam este livro. São duzentas e quatro páginas que passam ‘num tapa’.

6 comentários:

  1. Fiquei com vontade de ler ;)

    Conversar sobre livros tem esse problema, né? Fico com vontade de ler TUDO! rsrsrsrs

    Bom feriado!

    beijos

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  2. Que bom, quero saber depois como foi! Um grande abraço e bom feriado também!!

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  3. Hum... nem tem graça que eu dizer que fiquei com vontade de ler, né.
    Deve ser o comentário mais "comentado" por aqui.
    Então tá, deixa eu terminar aquele porcaria do "Neve", que tá me atrasando a vida há um tempão, deixa eu terminar de ler "A copista de Kafka", que parece interessante, aí, sem um pingo de vergonha na cara, depois de passar meses sem entregar o livro do Guto, vou pedir esse emprestado :P

    bjnho

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  4. Maite, que bom que você ficou com vontade de ler e tomara que pessa emprestado rápido para poder dizer aqui se gostou ou não... hehehhe

    bjnho

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  5. Estou lendo essa obra. Aliás, hoje, em Belém do Pará, a autora faz uma palestra numa comemoração pelo Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Luso-brasileiras. Causará muitos risos!

    Sobre as cores da nossa bandeira, achei interessante que li antes do início em si.

    Boa indicação.

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  6. Olá Léa. Fico imaginando como não foi esta palestra. O máximo, com certeza. Venha sempre. Um forte abraço.

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