segunda-feira, 22 de março de 2010

Os últimos quarenta anos do Brasil 1

A história está no coração. É a história do Brasil, da Europa, a Antiga, a Contemporânea. Sempre amei a disciplina de História no colégio e depois do curso de jornalismo e com a desculpa de que era essencial para a produção da minha dissertação comecei a fazer o curso de História. Me formei em 2008. Ai sempre tem aqueles livros que os professores citam, dizem que todo o historiador tem de ler ou simplesmente que é muito interessante: tenho uma lista deles (mais uma da minha vida!)! Pois é, em 2008, quase no final, vi nas livrarias dois que faziam parte desta tal lista: 1968: o ano que não acabou e 1968: o que fizemos de nós (os dois da Editora Planeta do Brasil), ambos do jornalista Zuenir Ventura. Digamos que são dois clássicos dos Anos de Chumbo. Aliás, antes de falar sobre os livros gostaria de dizer que adoro o tema: Ditadura Militar bem como Segunda Guerra Mundial, mas me apavora o que a humanidade pode fazer quando tem alguma desavença consigo mesma. Leio estes livros para não esquecer e não permitir que volte a acontecer!

Mas voltando aos livros. Sempre quis lê-los e 2008 foi o ano em que o livro comemorou quarenta anos, pelo menos o ano a que ele se referia: o ano do AI 5, portanto grande oportunidade para lê-lo. Gostei. Não que seja um tema pouco conhecido, pelo menos para os estudantes de história, mas a forma como é abordada, os personagens que aparecem (que não são de fixão, são bem reais e muitos estão por ai ainda), minha admiração por todos eles aumentou e a ligação que é possível fazer com o presente é muito legal! Sinceramente em vários momentos eu tive a impressão de estar ouvindo as histórias das próprias pessoas e me deu vontade de dar um forte abraço em todos. Os traumas pessoais de cada um que aparece no livro não foram só deles, foram da sociedade brasileira, mesmo que, muitas vezes, ela não tenha consciência disso!

Depois de ler estes livros fica ainda mais inconcebível achar ou ter um vago pensamento de que aqueles foram anos tranquilos ou que aquelas pessoas faziam parte de grupos ‘terroristas’. Fica também a pergunta: o que a minha geração está fazendo para melhorar essa realidade? O que queremos deixar para os nossos filhos? A geração dos nossos pais fez alguma coisa por mim, por nós, mas e agora? Depois deles? Todos os dias aparecem casos de corrupção em todas as esferas e ninguém vai preso e as vezes até ganham eleições com grande votação. Cadê a juventude deste país? Cadê a indignação do brasileiro?

2 comentários:

  1. Há umas duas semanas, na aula da professora Jaque Godoi, nós conversamos sobre essa acomodação dos jovens de hoje que não lutam por mais nada. Minha colega Juliana contou que ficou indignada com a adolescente que estava protestando contra o show da banda Restart que foi cancelado. Chegamos a pensar que não há mais motivos para manifestações, que todos os direitos já foram conquistados, mas acredito que sempre existe uma forma de melhorar um pouquinho o mundo, só que está cada vez mais difícil!

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  2. Oi Bruna, e há mesmo. É só pensar em Brasília. Quantas coisas queríamos que fossem diferentes e posso saber o que fazemos? Praticamente nada e é por que não podemos (conquistamos o direito de expressão) em absoluto. É simplesmente porque não queremos! É mais fácil achar que tudo já temos tudo. E isso serve não apenas para os jovens, mas para todos. Um abraço.

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