segunda-feira, 8 de abril de 2019

Livro 6: Arrume a sua cama

Na infância e na adolescência eu não via muita necessidade de arrumar a minha cama, afinal iria bagunçá-la novamente em poucas horas. Na vida adulta isso mudou um pouco mas eu não tinha problema em deixar para depois o ato de arrumar a cama. Mas este livro foi um daqueles que me fez mudar este hábito.

William H. McHaven é um militar americano que trabalhou em grandes missões e participou de treinamentos que exigiam bastante física e psicologicamente. Mas de uma coisa ele nunca esqueceu: arrumar a cama. A obra não é complexa e ele não dá uma aula de como arrumar a cama.

Parece muito simples, e de fato é, mas o autor mostra na obra como isso pode dar força para enfrentar os desafios que virão ao longo do dia. Para tratar sobre o tema ele ele aborda questões como trabalho em equipe, força de vontade, iniciativa, companheirismo e tantas outras coisas necessárias para qualquer profissão. Aliás, necessárias para qualquer ser humano. E, para ele, tudo começa com arrumar a cama.

terça-feira, 19 de março de 2019

Livro 5: O Segredo da Dinamarca

Como um país gelado e pequeno pode ser um dos países que têm os cidadãos mais felizes do mundo? Foi atrás da resposta para esta pergunta que Helen Russell, a autora do livro O segredo da Dinamarca, publicado em 2016, pela editora Leya, se aventurou indo morar na Dinamarca, depois que o marido recebeu uma proposta para trabalhar na Lego.

Já havia visto este livro várias vezes, mas sempre me controlei pensando que era só mais um livro que mostraria as maravilhas de um lugar sem apontar para aquilo que não é tão bom. Mas, por algum motivo, a obra passou perto de mim novamente e resolvi dar uma chance. De fato, no começo é essa a impressão que temos: só se fala de coisas boas: qualidade nos serviços de segurança e saúde, igualdade e confiança são apenas algumas das características apontadas pelo livro e tão faladas mundo afora.

No entanto aparecem dados que podem chocar em um primeiro momento: Mesmo tendo sido um dos primeiros países do mundo a aceitar o sufrágio universal de mulheres, em 1915, mesmo tendo admitido mulheres na universidade em 1875, mesmo tendo em seu parlamento, no momento da produção do livro, 40% de mulheres, fui surpreendida com alguns números sobre violência. Fiquei surpresa ao ver que há dados negativos sobre violência contra a mulher (e também contra homens) que estavam, quando o livro foi escrito, acima da média da Europa. Fui pesquisar e algumas matérias que encontrei mostram que os números estão caindo. Além disso, mostra um pouco da dificuldade que os dinamarqueses têm com os migrantes. Ou seja, a autora não nega que mesmo em um país com um dos melhores IDHs do mundo existem desafios que precisam ser (e pelo visto estão sendo) enfrentados.

No mais, a obra é uma grande aventura que mostra os contrastes culturais que, normalmente percebemos, quando duas formas de ver o mundo se encontram. Isso é muito interessante e essa uma das coisas que mais gosto na leitura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Livro 4: Minha História

Sou fã de Michelle Obama desde a posse de Barack Obama como presidente dos EUA. Me encantou tudo o que vi e ouvi sobre ela naqueles dias que próximos à posse. Depois de oito anos na Casa Branca, aprendendo muito, tendo consciência de que não poderia interferir no governo, mas que poderia contribuir de alguma forma, Michelle escreveu este livro. Nele, sua independência e determinação ficam claras desde a infância.

A obra é quase uma conversa com o leitor sobre como ela percebe o mundo a partir de suas memórias e vivências. O relato começa na infância falando da família, do bairro, dos amigos. Ao citar a escola em que estudou, ela lembra do diretor rebatendo críticas de um jornal e deixando a lição de que “Muito antes de se tornar um resultado verdadeiro, o fracasso começa como um sentimento. É a vulnerabilidade que gera insegurança e depois é intensificada, muitas vezes de propósito, pelo medo”. Esse é um trecho que vira e mexe reaparece na obra. Passa também pelo Ensino Médio e a chegada na universidade (e eu descobri que alguém lhe disse que ela não tinha o perfil de Princeton). Fala do relacionamento dela com Obama e de como ela chegou à vida pública passando pelos oito anos de Casa Branca.

Particularmente, me tocava quando ela falava de maternidade, porque é um tema que me toca de maneira muito especial. “Como toda mãe, eu tinha grandes aspirações para nossas filhas, e rezava para que nunca acontecesse nada de ruim com elas. Esperava que crescessem inteligentes e cheias de energia, otimistas como o pai e determinadas como a mãe. Mais que tudo, queria que fossem fortes, tivessem uma resistência de ferro para manterem a cabeça em pé e seguirem em frente ante qualquer circunstância”.


Além de determinada, Michelle se mostra otimista e conta, já no fim, que “nos momentos de maior aflição, respiro fundo e relembro a dignidade e a decência de tantas pessoas que encontrei ao longo da vida, os inúmeros obstáculos que já foram vencidos. Espero que outros façam o mesmo.” Para mim, uma grande lição que ficou foi que estejamos abertos para ouvir o outro assim “talvez possamos começar a temer menos, a julgar menos, a abandonar os preconceitos e estereótipos que criam divisões desnecessárias”.

P.S: Foi minha primeira experiência com e-book. :)


Livro 3: O feminismo é para todo mundo

Fazia tempo que eu queria ler um livro da bell hooks, importante autora norte-americana. E este livro, O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras, chegou para me encantar. Ele fala de maneira muito simples o que é o feminismo e de sua importância para o mundo. A ideia vinha sendo pensada há muito tempo, pela autora, que sentia a necessidade de explicar de uma forma simples, como em uma conversa, o que é o feminismo.

Ela fala do ponto de vista do movimento feminista negro norte-americano. A obra levanta muitos pontos, que as pessoas costumam questionar no feminismo, de forma descomplicada (criação de filhos, educação, violência, racismo). Tudo isso vai mostrando que a opressão na sociedade funciona em uma teia que envolve classe, raça, sexo....

Mostrando que o feminismo é para todos, todos mesmo, bell hooks também mostra que a presença masculina não é excluída desse meio, pois não se trata de mulheres contra homens e, sim, de um movimento de libertação para todos.

Eu adorei essa leitura e, de fato, vale para todo mundo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Livro 2: Pequena Abelha

Uma migrante ilegal chega no Reino Unido, vinda da Nigéria em guerra pelo petróleo. Pequena Abelha, um nome falso para Udo, porque viu muitas coisas em sua aldeia que não poderiam ser ditas, é solta por ‘engano’, mas, sem documento, continua sendo ilegal. Ela conhece apenas duas pessoas no Reino Unido, Sarah e Andrew, que visitaram a Nigéria e compartilharam com ela coisas que vamos descobrir ao longo da história. É basicamente em torno desses três personagens que a história, escrita por Chris Cleave e publicada pela Editora Intrínseca, se desenrola. Na contracapa lê-se: “Esta é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar”.


Comprei esse livro por indicação da vendedora da livraria. Ela me disse que estava sendo muito comentado, na época - uns três anos atrás -, mas eu não conhecia. A capa também chamou minha atenção, mas ele não foi lido de imediato, aliás, eu quase o doei algumas vezes. Ele vinha e voltava da minha mão. Em 2018, decidi que, se não o lesse naquele ano, ele iria para as prateleiras de uma biblioteca. Mas foi só em janeiro de 2019 que ele foi lido efetivamente. Não é um livro fácil. Não porque a escrita seja complexa, mas porque a temática, tão atual, machuca. Dói imaginar que tanta gente ainda passa por tudo aquilo que o livro narra. E essa dor não me permitiu chorar em muitos momentos que eu tenho certeza que eu choraria. Momentos que, relendo agora para escrever este texto, me enchem os olhos de lágrimas.

A contracapa também diz que, depois de lê-lo vamos querer comentar com os amigos, mas recomenda que não contemos o que acontece. Então, vou parar por aqui. As lágrimas estão aparecendo...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Livro 1: A mamãe é punk

O primeiro livro do ano foi da Ana Cardoso, mesma autora de A mamãe é Rock (que eu li em 2017). Adoro os livros dela porque são divertidos e tem uma seriedade interessante. Não estou ainda na fase da qual ela fala em A mamãe é punk (meus filhos ainda não são adolescentes) mas já estão dando alguns indícios e isso me assusta um pouco. Também percebo que tem pouca coisa falando sobre esse período e foi isso que me motivou a comprar essa obra.

O livro fala sobre todos os temas que envolvem essa época de tantas descobertas que é a adolescência e indica possibilidades a partir das experiências da Ana com a Anita, sua filha. Não é um manual mas uma conversa sincera, com todas as angústias que cercam os pais nesse momento.

Foi super rápido de ler e diferente de obras que parecem um manual não me assustou mais mas me encorajou a conversar mais sobre o tema.

P.S: Apesar de ainda não ter adolescente em casa já escutei algumas vezes essa frase aí (e suas variações que são muitas.)



sábado, 19 de janeiro de 2019

Ano novo, novos planos

O ano de 2018 me trouxe muito aprendizado. Também me fez renovar velhos projetos. Criei o blog No alto das nuvens e me lembrei como eu gostava de escrever para o Leio Enleio e por isso voltei a colocar alguns textos aqui.

Minha lista de livros fechou em 26 obras em 2018 (lembrando que foi por causa das minhas listas que comecei esse projeto). Foi um pouco abaixo do ano anterior em que foram 42. Em 2017 recebi uma matéria falando do como era possível ler 52 livros (isso mesmo: cinquenta e dois livros) em um ano. Coloquei essa meta e quase cheguei lá. Ela ficou comigo em 2018 (com menos intensidade).


Então, na lista de objetivos de 2019 estão novamente os 52 livros. Decidi compartilhar minha experiência nessa viagem literária com vocês para, assim, não arranjar nenhuma desculpa para ler. Sei que vai ser difícil conciliar tudo que eu tenho para fazer com mais esse desafio. Mas espero ter o apoio dos meus leitores nessa jornada. ;)

No mês de janeiro estou meio fora do ar então é provável que não tenha texto toda a semana. Mas prometo compartilhar assim que possível.

Que comece o desafio.